domingo, 29 de julho de 2007

Sogras, sogros, noras e genros!

Recebi esta imagem de uma amiga (Obrigado, Lointra) e fartei-me de rir com ela. De facto, há coisas que nunca hão-de mudar. E a relação sogra-nora é uma delas.
Podem haver sogras muito boas e noras exemplares... Podem ser noras perfeitas, daquelas que fazem tudo "como manda a lei"... Mas têm sempre uma sogra que consegue ver o último grão de pó na cantinho da parede que fica por trás do guarda-fatos do quarto do sótão! (para terem a noção de como as sogras vão á procura nos mais escondidos recantos...)
Ou seja, da mesma forma que um pai nunca acha que um genro é suficientemente bom para a sua "menina", uma mãe consegue sempre ver defeitos na nora mais perfeita que o seu filho conseguiu arranjar. Lembram-se do Complexo de Édipo?
Tendo isto em linha de conta, só podemos concluir uma coisa: os únicos seres completamente felizes foram Adão e Eva!
B&A
Nuno

domingo, 22 de julho de 2007

Candyman - Christina Aguilera





Tarzan and Jane were wingin' on a vine"
Candyman, Candyman
Sippin' from a bottle of vodka double wine
Sweet sugar candy man [whispered]

I met him out for dinner on a Friday night
He really had me working up an appetite
He had tattoos up and down his arm
There's nothing more dangerous than a boy with charm
He's a one stop shop, makes the panties drop
He's a sweet-talkin', sugar coated candy man
A sweet-talkin', sugar coated candyman

Ooo yeah..

He took me to the Spider Club at Hollywood and Vine
We drank champagne and we danced all night
We shook the paparazzi for a big surprise
the gossip tonight will be tomorrow's headline

He's a one stop shop, make my cherry pop
He's a sweet-talkin', sugar coated candy man
A sweet-talkin', sugar coated candyman

Se bop bop
Hey yeah
...

He's a one stop shop, makes my cherry pop
He's a sweet-talkin', sugar coated candy man oh
A sweet-talkin', sugar coated candyman

Woo yeah

Well by now I'm getting all bothered and hot
When he kissed my mouth he really hit the spot
He had lips like sugar cane
Good things come to boys who wait

Candy man can...
Candy man Candy man
Tarzan and Jane were swingin' on a vine
Sipping from a bottle of vodka double wine
Candy man, candy man

Sweet sugar candy man [whispered]
He's a one stop, gotcha hot, making all the panties drop
Sweet sugar candy man [whispered]
He's a one stop, got me hot, making my uh pop
Sweet sugar candy man [whispered]
He's a one stop, get it while it's hot, baby don't stop
Sweet sugar candy man [whispered]

He got those lips like sugar cane
Good things come for boys who wait

He's a one stop shop with a real big egh
He's a sweet-talkin', sugar coated candyman [x3]

Tarzan and Jane were swingin' on a vine [x2]
Sippin' from a bottle of vodka double wine [x2]
Jane lost her grip and a-down she fell [x2]
Squared herself away as she let out a yell [x2]

Bem, eu até sou daqueles que acham que a Christina Aguilera tem tudo para ser uma... bem, digamos que uma "menina mal comportada"... Nem sequer sou grande apreciador da música da miúda, mas esta canção faz-me bem!! Faz-me ficar bem disposto, não sei... E então, resolvi partilhá-la com todos os que fazem o obséquio de ainda visitar este cantinho que é meu e de todos vós.

B&A

Nuno

segunda-feira, 9 de julho de 2007

As Sete Maravilhas do Mundo Moderno

Pouca coisa se me oferece dizer acerca do acontecimento realizado ontem no grandioso Estádio da Luz, essa grande obra da nossa capital e que é pertença do Glorioso Benfica e que, concordando com o meu amigo Acácio (http://acaciojardim.blogspot.com/), devia ter sido, pelo menos, nomeado para uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Assim sendo, deixo-vos apenas com uma imagem daquela que é, para mim, a minha preferida Maravilha do Mundo Moderno: o Taj Mahal.



E como sou danadinho para este tipo de coisas, fiz questão de participar na votação e, ainda maior loucura, gastar um ou dois euros no Certificado:



Agora, resta-nos nomear as Sete Maravilhas da Natureza (http://natural7wonders.com/) e, depois, votar nas nossas preferidas. Vamos a isso, pessoal!!

Voltem, que eu prometo voltar.
Beijos e abraços.

sábado, 7 de julho de 2007

O HI5 e os novos amigos

Hoje dei por mim a pensar no que era, afinal, o HI5... Não sei se cheguei bem à conclusão da verdadeira existência deste site tão usado actualmente... De todos os meus amigos com quem já falei acerca do HI5 apenas um resiste a ter uma página pessoal no dito. Pedro, és um resistente!! :-) Pareces um cliente meu que, quando lhe pedi o contacto mais fácil me respondeu "Ah, é mesmo o de casa! Se eu estiver, atendo; se não estiver, você liga outra vez noutra hora... É que eu não tenho telemóvel... Nem quero!"
Pois eu criei há tempos a minha página e tenho juntado por lá alguns amigos. Uns são colegas da faculdade, outros são vizinhos, outros não foram nem uma coisa nem outra mas são amigos que fui fazendo... Todos têm direito ao cantinho deles. LOL
O que muita gente não compreende e eu também não entendia, confesso, é o facto de termos na nossa página do HI5, registadas como amigos, pessoas que nunca vimos. Até ao dia em que adicionei o primeiro "amigo" desses... Não me recordo como tomei conhecimento dele mas devo ter deixado um qualquer comentário nalguma das suas fotos e acabámos a trocar comentários e, por fim, contactos do MSN. Como se revelou um tipo divertido e simpático, sem stresses, continuamos a falar diariamente pelo MSN e ainda me vai valer um desconto no alarme do carro quando o resolver comprar (Ah pois é, menino Rui, não te escapas!! LOL)
Entretanto, tenho por lá um "sobrinho adoptivo", um outro amigo que já tornei meu cliente e, a última "aquisição", um militar bem disposto (coisa rara) a quem deixei um comentário numa foto e que acabei por adicionar (Vasco, ainda vais ser meu cliente também, vais ver... eheheh)
E isto tudo para dizer o quê? De facto, quem tem já tantos amigos e conhecidos como eu, e quem me conhece sabe que não consigo dar vazão a tantas visitas e cafezinhos com o pessoal, não tem necessidade nenhuma de arranjar mais... Mas calha assim, que havemos de fazer. Ao acumularmos mais um "conhecido" que, porventura, se pode tornar um amigo, estamos a abrir os nossos horizontes, a tomar conhecimento de novas coisas, a falar de novos assuntos, etc... O que é bom!!
E como não tinha mais nada do que falar e me apetecia escrever, achei que este era um tema tão bom como qualquer outro. Já agora, leiam este texto, por favor:
http://www.jornalbriefing.iol.pt/noticia.php?div_id=3481&id=776445
Vou tentar escrever mais vezes e sobre assuntos mais interessantes, ok? eheheh Voltem que eu também volto.
Beijos e abraços

domingo, 20 de maio de 2007

All Over Again

Uma das melhores vozes da Irlanda e uma das melhores vozes lusitanas... Sem dúvida, uma das boas canções dos últimos tempos! Espero que gostem tanto como eu...

B&A

sexta-feira, 30 de março de 2007

Moonlight Shadow





Moonlight Shadow
Music and Lyrics by Mike Oldfield

Sung by Maggie Reilly

The last that ever she saw him,
Carried away by a moonlight shadow.
He passed on worried and warning,
Carried away by a moonlight shadow.
Lost in a riddle that Saturday night,
Far away on the other side.
He was caught in the middle of a desperate fight
And she couldn't find how to push through.

The trees that whisper in the evening,
Carried away by a moonlight shadow.
Sing a song of sorrow and grieving,
Carried away by a moonlight shadow.
All she saw was a silhouette of a gun,
Far away on the other side.
He was shot six times by a man on the run
And she couldn't find how to push through.

[ Chorus ]

I stay, I pray

See you in heaven far away.
I stay, I pray
See you in heaven one day.

Four a.m. in the morning,
Carried away by a moonlight shadow.
I watched your vision forming,
Carried away by a moonlight shadow.
Stars roll slowly in a silvery night,
Far away on the other side.
Will you come to terms with me this night,
But she couldn't find how to push through.

[ Repeat Chorus ]

Far away on the other side.

Caught in the middle of a hundred and five.
The night was heavy and the air was alive,
But she couldn't find how to push through.

Carried away by a moonlight shadow.
Carried away by a moonlight shadow.
Far away on the other side.
But she couldn't find how to push through.

Esta é, sem qualquer sombra de dúvida, uma das canções que faz parte do meu álbum de preferências... É daquelas canções que me recordo de ouvir em vários momentos da minha vida e, em quase todos, me fez alterar o meu estado de espírito... Sempre para melhor, tem piada.

Sem ser fã do Mike Oldfield, acho que esta é daquelas músicas intemporais e das mais conseguidas da carreira do dito. Fabulosa! Espero que gostem.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Mais três do Eurofestival

Talvez uma das melhores canções de sempre do Eurofestival... Chiara, a representante de Malta em 2005. Interpretação, letra e música, tudo da mesma pessoa. Só por esse facto já era de dignificar.




Jan Johansen, representante da Suécia no Eurofestival de 1995. Outras das melhores interpretações e uma das canções mais bonitas da história do Eurofestival.






Esta, sim, será mesmo a minha preferida desde então... Anabél Conde, representante de Espanha em 1995... Uma voz ímpar, uma interpretação perfeita, uma canção lindíssima... Não ganhou... mas arrecadou o 2º lugar!!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Decisões



Decisão, Desejo e Acção

A decisão é, na verdade, o que de mais próprio concerne a excelência e é melhor do que as próprias acções no que respeita à avaliação dos carácteres humanos. A decisão parece, pois, ser voluntária. Decidir e agir voluntariamente não é, contudo, a mesma coisa, pois, a acção voluntária é um fenómeno mais abrangente. É por essa razão que ainda que tanto as crianças como os outros seres vivos possam participar na acção voluntária, não podem, contudo, participar na decisão. Também dizemos que as acções voluntárias dão-se subitamente, mas não assim de acordo com uma decisão. Os que dizem que a decisão é um desejo, ou uma afecção, ou anseio, ou uma certa opinião, não parecem dizê-lo correctamente, porque os animais irracionais não tomam parte nela. Por outro lado, quem não tem autodomínio age cedendo ao desejo, e, desse modo, não age de acordo com uma decisão. Finalmente, quem tem autodomínio age, ao tomar uma decisão, mas não age, ao sentir um desejo. Um desejo pode opor-se a uma decisão, mas já não poderá opor-se a um outro desejo. O desejo tem em vista o que é agradável e o que é desagradável. A decisão, contudo, não é feita em vista do desagradável nem do agradável.
Aristóteles, in 'Ética a Nicómaco'

O texto de Aristóteles, como o de qualquer outro pensador da Antiguidade, nem sempre é muito simples e claro e nem sempre ajuda a que se faça Luz nos cérebros menos habituados a semelhente leitura. Li e reli... e voltei a ler... e entendi, creio. O que me levou a escolher este texto para publicar foi exactamente um dos temos tratados nele: a decisão.
De facto, a decisão, seja ela sobre o que for, é sempre um acto voluntário, fruto ou não de um impulso, que nos faz andar para a frente. Não me orgulho de todas as decisões que tomei ao longos da vida... Mas também não me costumo arrepender delas; se naquela altura em que foram tomadas me faziam sentido, então é porque eram as que eu achava correctas nessa altura.
Tenho a certeza que, mesmo não me arrependendo, daqui a uns tempos vou lamentar a decisão que tomei na terça-feira passada... Que seja!! O lamento também faz parte da aprendizagem e do crescimento de cada ser humano. Duma coisa tenho a certeza: neste momento foi a decisão correcta, se não quero ferir e ferir-me mais ainda. Nenhum de nós merecia o que está a acontecer... Mas a vida é mesmo assim, tem destas fases menos boas...
Decerto ainda um dia havemos de olhar para trás e sorrir... E pensar "que tolos fomos..."

sábado, 27 de janeiro de 2007

"O Beijo"

O Beijo (Der Küss)
Hoje deixo-vos com o meu quadro preferido: "O Beijo" ou, no original, "Der Küss", pintado entre 1907 e 1908 por Gustav Klimt, um pintor simbolista austríaco.
Não vos sei dizer por que razão esta pintura me encanta... Sei, simplesmente, que me fascina desde a primeira vez que o vi. Tomei conhecimento com a obra de Klimt através de um filme que é um dos que me faz sentir aquele nozinho na garganta e os olhos encherem-se de água: "Dying Young" ou, numa tradução pouco feliz, "A Escolha do Amor", com a "grande" Julia Roberts e o Campbell Scott.
É, de facto, uma imagem que terei um dia na minha casa. Espero que gostem e que sintam a curiosidade de conhecer a obra de klimt tal como eu senti.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

O primeiro post de 2007

Este não é o primeiro post de 2007, mas sim o segundo! Será o primeiro para quem, a partir de hoje, ler este blog...
O primeiro post de 2007 foi escrito ontem num acesso de raiva, de desamor, de sentimento de perda, de ciúmes, enfim, de muita coisa que não quero sentir e que sei que não deveria sentir. Seria cobardia da minha parte manter aquele post esperando que um texto fosse falar por mim.
Peço desculpa às três pessoas (Paulo, Mafalda e Patrícia) que tiveram a amabilidade de comentar o dito post. Mas a minha consciência ditou-me que o deveria apagar.
Porque tudo o que tenho para te dizer não tem que o ser através de um blog que nem sei se lês, mas sim cara-a-cara um dia que tenhamos oportunidade de o fazer.
Prometo que da próxima vez o tema será mais agradável.

sábado, 30 de dezembro de 2006

"O Amor Não Tira Férias" - Nem no Natal, bolas!!

"O Amor Não Tira Férias" é uma comédia natalícia que fala sobre mudanças de vidas por causa de novos ares. Iris Simpkins escreve para uma coluna sobre casamento, bastante conhecida, no Daily Telegraph, de Londres, e está apaixonada por um homem que vai se casar com outra mulher. Do outro lado do globo, Amanda Woods, dona de uma próspera agência de publicidade especializada em produzir trailers de filmes, descobre que o seu companheiro tem sido infiel. Duas mulheres que não se conhecem e moram a 9.650 quilómetros de distância se vêem em situações... não muito distantes. Decidida a não passar o Natal na sua cidade, Amanda descobre um site na Internet especializado em intercâmbio de casas e está decidida que a cabana de Iris no interior da Inglaterra será o antídoto perfeito para os seus problemas. Impulsivamente, as duas concordam em trocar de continente e de casa por duas semanas. Iris chega a Los Angeles num dia espectacularmente ensolarado e logo conhece Arthur, um famoso roteirista da Era de Ouro de Hollywood, e Miles, um compositor de cinema que trabalha com o ex-namorado de Amanda. Enquanto isso, quando Amanda começa a aconchegar-se à solidão de uma cabana isolada numa cidadezinha coberta de neve, o irmão de Iris, Graham, bate à porta. Numa inesperada mudança de planos, as duas mulheres acabam por descobrir que as melhores viagens são aquelas em que se deixa toda a “bagagem” para trás.
Pois é!! Após um convite mais ou menos inesperado (ou nem tanto assim...) o filme desta sexta-feira foi "O Amor Não Tira Férias". E, acabado de chegar do cinema, não resisti a falar-vos um bocadinho do filme e da semelhança da história do mesmo com as vidas de, pelo menos, três de nós que assistimos ao dito.
Quanto a mim, gostei do filme. Uma comédia romântica, levezinha mas com muito conteúdo (algum mais hilariante que outro) que nos põe a pensar que, afinal de contas, as nossas vidas, por vezes, têm algo de "hollywoodesco"...
Não terá sido, de todo, o filme certo na altura certa exactamente por isso. Situações muito semelhantes, frases já ouvidas, posturas já presenciadas, atitudes muito semelhantes... Por tudo isto, e para quem sabe do que tem sido a minha vida nos últimos meses, parece que tenho um bocadinho de Amanda, de Iris e de Miles dentro de mim. Ora, se já não é fácil viver comigo, imaginem ter mais três personagens "cá dentro"!! eheheh
Muito paralela a atitude de "esperar que os ventos mudem a ver se pinga qualquer coisa para este lado"... muito paralela a atitude de "estou aqui para ti sempre que queiras"... muito paralela a atitude de "não te quero perder e estou aqui num vale de lágrimas pela nossa amizade"... Enfim, demasiado paralelismo para mim!
O ainda mais incrível foi sentir que estou mesmo muito (demasiado) perto de soltar a Amanda que "habita cá dentro" e deixá-la fechar a porta na cara do Jasper que deambula pela minha vida. Tal como ela, nunca pensei que essa hipótese viesse a ganhar contornos reais... mas é a mais pura das verdades.
E, pronto, agora que vos deixei com uma breve síntese do filme (que não é da minha autoria) e com este meu desabafo, vou ver se durmo que as horas são tardias (3h22m) e, como diria a grande Vivien Leigh encarnando Scarlett O'Hara "Tomorrow is another day..."
"Sobrinho", aqui está um primeiro post sobre "o" assunto... eheheh
Voltem que eu vou voltar, com toda a certeza. Se este for o último post de 2006, votos de um Feliz Ano 2007 a todos. Para mim, espero que seja BEM melhor que o último trimestre...
Beijos e abraços.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Metade...



"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.


Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que o homem que eu amo seja sempre amado, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade.


Que as palavras que digo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.


Que esta minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,
E que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente
Complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é plateia e a outra metade, é canção.


E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... Também.


Oswaldo Montenegro"



O género do autor ou do protagonista do texto é-me pura e simplesmente indiferente... a mensagem, essa sim, é absolutamente fabulosa. E, como tal, não resisti a partilhá-la convosco, tal como fizeram comigo. Obrigado, Patrícia S.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Elogio ao Amor



"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido.Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade,ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas,farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia,são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem,tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides,borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.
Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que >não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se podeceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso in Expresso
Digam o que disserem, uma coisa não se pode negar: este homem escreve que só mesmo ele! Sintam-se à vontade para dizer de vossa justiça.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Voltamos à Eurovisão... :-P

Já sei que os acérrimos defensores da ideia de que o Festival da Eurovisão, assim como qualquer outro festival de música na televisão, passou de moda me vão "dar na cabeça" a torto e a direito. No entanto, após descobrir a forma de escrever um "post" com vídeos do YouTube não poderia deixar de vos "presentear" com uam das mais bonitas canções que já se sagraram dignas vencedoras deste certame cujo objectivo é, pela música, unir ainda mais os laços de uma Europa que se pretende coesa e unida.

A Eimear Quinn tem uma voz fabulosa, o toque celta da música tem um "je ne sais quoi" que nos transporta para outros tempos e a mensagem de esperança na herança dos antepassados fez com que, em 1996, esta fosse a "canção europeia".

Descobri-a há 10 anos no Eurofestival e voltei a reencontrá-la num CD de música celta que me ofereceu uma amiga (obrigado, Cátia) há uns anos. Fabulous!

Deixo-vos já a seguir com a nossa melhor classificação de sempre no Festival da Eurovisão que, por acaso, foi também há 10 anos, no mesmo festival.

A "nossa" Lúcia Moniz (diga-se de passagem que muito bem vestida pelo grande Nuno Gama) obteve a que é, até esta data, a nossa melhor classificação de sempre: o 6º lugar, quando, durante a votação, chegou a estar em 2º. É, na minha opinião, uma das mais bonitas canções que já representaram o nosso pequeno-grande país no Festival da Eurovisão. Deliciem-se... (sei que isto, para ti, é um docinho, Patrícia... eheheh)

Se puderem e quiserem, voltem... eu prometo voltar! :-P

Bjs e abraços

sábado, 18 de novembro de 2006

Máximas...

Hoje, e porque o estado de espírito não é, de facto, dos melhores, apetece-me deixar-vos com algumas máximas que acabei de encontrar e de que gostei especialmente.
Aqui estão:
  • "O maior dos erros é não ter consciência de nenhum."
  • "Aprende a escrever na areia da praia o que é melhor esquecer. (M.Tahan)"
  • "Algumas pessoas dão e perdoam. Outras recebem e esquecem."
  • "Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos. Conservar os velhos. (Elmer G. Letterman)"
  • "O comportamento é um espelho em que cada um mostra sua imagem. (Goethe)"

E a de que mais gostei:

  • "A pressão não muda nosso caracter, apenas revela sua verdadeira natureza. "

In http://www.geocities.com/Athens/Agora/1170/

terça-feira, 24 de outubro de 2006

De Espanha, nem bom vento nem bom casamento!


Hoje achei por bem falar um pouco sobre este "ódio de estimação" que qualquer bom lusitano nutre pelos nuestros hermanos mesmo aqui do lado.

Pois é, não sei se já vos tinha dito isto antes, mas adoro ser português! Tenho orgulho na nossa História, tenho orgulho na minha língua mãe, ou seja, basicamente, tenho muito orgulho em ter nascido neste cantinho à beira-mar plantado.

Se consultarem na nossa História o episódio da Guerra das Laranjas terão uma ideia mais concreta da consolidação deste "ódio de estimação". No mapa ao lado, vê-se Olivença como parte integrante do distrito de Évora, logo território português. O desfecho da Guerra das Laranjas foi a assinatura "forçada" do Tratado de Badajoz (ver o artº III), em 06.06.1801, que, entre outras imposições, fez com que o Reino de Espanha conservasse o território de Olivença como seu, uma vez que o havia tomado anteriormente.
Até aqui, nada de anormal, até nem me importo que Olivença (ou Olivenza, como queiram) seja espanhola. Em nada contribui para a minha felicidade... Mas ainda hoje a "questão de Olivença" é um espinho cravado no orgulho de muitos portugueses.
Mas toda esta retórica para dizer o quê? Pois é, no outro dia li numa das publicações diárias da nossa Imprensa que, após uma consulta ao povo espanhol, a sua grande maioria, concordava com a unificação dos dois países num só país denominado Espanha ou Ibéria e cuja capital seria, obviamente, Madrid. Ora, por acaso, estão a imaginar-me a dizer "Olá, sou o Nuno e sou espanhol, nascido em Lisboa"?! NUNCA! Jamais em tempo algum. Os "nuestros hermanos" que se deixem de ideias parvas! Bem nos basta ser europeus, quanto mais vir a ser espanhóis!! Bah!
Aproveito para relembrar que hoje, dia 25.10.2006, assinalam-se 859 da tomada da nossa capital aos Mouros. Decerto estarão recordados do episódio histórico que descreve o sucedido a esse nobre cavaleiro de nome Martim Moniz, que dá hoje em dia nome a uma das mais conhecidas praças de Lisboa. Infelizmente, hoje em dia é mais conhecida por ser povoada de chineses e indianos do que propriamente pela verdadeira razão, mas enfim...
Pronto, por hoje parece-me que é tudo. Em suma, os espanhóis que fiquem com Olivença, que fiquem com "todo lo que quieran" mas nunca com este país que é o meu e de todos vós. Que, de lá, sempre ouvi dizer: "nem bom vento, nem bom casamento"!
Apareçam... que eu prometo voltar.
Bjs e abraços

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

O Mais Belo e Pequeno Conto de Fadas do Mundo




Era uma vez um rapaz que perguntou a uma linda moça:

- Queres casar comigo?

Ela respondeu:

- Não!

E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol, conheceu muitas outras miúdas, visitou muitos lugares, estava sempre a sorrir e de bom humor, nunca lhe faltava dinheiro, bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele.

A moça teve celulite, varizes, as mamas caíram e ficou sozinha.

FIM

Vêem?! Tão simples e tão sintético que me faz pensar e repensar no quão estúpida é esta figura que tenho feito nos últimos dias. Ora um homem sozinho não é mais feliz?! Bem, se calhar não... Mas também não tem este tipo de preocupações!
Enfim, vou esperar que passe...
Hasta la vista...

terça-feira, 19 de setembro de 2006

So Beautiful...



Whether I'm right or wrong
There's no phrase that hits
Like an ocean needs the sand
Or a dirty old shoe that fits
And if all the world was perfect
I would only ever want to see your scars
You know they can have their universe
We'll be in the dirt designing stars
And darlin' you know
You make me feel so beautiful
Nowhere else in the world I wanna be
You make me feel so beautiful
Whether I'm up or down
There's no crowd to please
I'm like a faith without a clause to believe in it
And if all the world was smiling
I would only ever want to see your frown
You know they can sail away in sunsets
We'll be right here stranded on the ground
Just happy to be found
You make me feel so beautiful
Nowhere else in the world I wanna be
You make me feel so beautiful
I have lost my illusions
I have drowned in your words
I have left my confusion to a cynical world
I am throwing myself at things I don't understand
Discover enlightenment holding your hand
You are...
So Beautiful


Esta é só, talvez, umas das canções mais bonitas de sempre... Do videoclip à letra, passando pela fabulosa voz do Darren Hayes, tudo traz ao de cima o que de mais "parvo" tenho...

Os que já gostam, curtam; os que não conhecem, descubram!