segunda-feira, 20 de abril de 2009

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes



No outro dia, ia para o trabalho a ouvir a Rádio Renascença (sim, OK, ao fim de 15 anos, tornou-se um hábito...) e dei por mim a ouvir o actor brasileiro Paulo Goulart a declamar este poema de Vinicius de Moraes...
Bem, achei lindíssimo!! Como tal, não podia deixar de partilhar com vocês.
A fidelidade é sempre um tema tão subjectivo que dei por mim a pensar nele... E cheguei à conclusão que sou, de facto, fiel. Sou fiel aos meus princípios, aos meus amigos, às pessoas que amo, enfim, sou fiel por natureza.
Se é bom ou mau, sinceramente, não sei. Eu acho que é bom...
B&A

4 comentários:

Vera disse...

Ser fiel é sempre bom... principalmente ser fiel a si mesmo...

Beijinhos

Lua disse...

Sem querer alongar-me sobre o conceito de fidelidade, cada vez mais raro nos nossos dias, queria apenas dizer que o actor que referiste, Paulo Goulart, e a sua mulher, Nicete, estão em Lisboa, no Tivoli, com a peça «Um Homem Inesperado»... Vale a pena! ;)

Patrícia disse...

olá olá
Também acho que és fiel! Cá eu tb o sou. Sempre.
E também acho o soneto lindo... e bem verdadeiro.
beijocas

Susaninha Leoa4ever disse...

Migo... ser fiel... ui tanto a dizer...
Tu conheces-me bem e sabes que o sou com quem o merece!!!
Sempre fiel à minha personalidade, às pessoas que amo e ao meu Sporting... pois claro!!!
Beijinhos *******************
Gostei do poema.