segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um 25 de Abril diferente...


Dia da Liberdade... Já venho com uns minutos de atraso mas nunca é tarde para escrever algo sobre este dia.
Uns dizem que não significou nada, que devia "voltar o Salazar"; outros, como eu, bendizem o dia em que a liberdade foi devolvida ao povo português, o dia em que foi possível haver liberdade de expressão, em que os cidadãos passaram a poder estar à conversa em grupo sem que viessem a polícia prendê-los com acusações de conjura contra o governo.
Vivi no antigo regime durante apenas cerca de 10 meses da minha existência... e ainda bem! Não sei se, com o feitio que tenho, saberia viver na opressão, na falta de liberdade, na miséria cultural em que se vivia na altura...
Não obstante não saiba o que é viver num regime de ditadura, apraz-me comemorar o 25 de Abril, mais não seja em homenagem a todos aqueles que lutaram para que hoje eu pudesse escrever estas palavras sem que corresse riscos de o "lápis azul" me cortar a grande parte delas.
Este ano tive um 25 de Abril diferente! Fui almoçar fora com a minha mãe e dar uma voltinha pela Costa da Caparica, ver as novidades que o Programa POLIS trouxe àquela cidade (sim, a Costa passou a cidade há uns anos... Deve ser a cidade mais brasileira de Portugal... LOL).
Mas não era lá que devíamos ter estado. Era suposto estarmos num casamento no qual a nossa presença era imperativa, a meu ver. Mas dado que o convite vinha tarde e a más horas, quis o meu amor-próprio que não estivesse presente.
Aos noivos recém-casados, os meus votos de muitas felicidades. Em especial ao noivo, os meus votos de que seja melhor marido do que tem, nos últimos tempos, sabido ser filho, neto ou sobrinho.
A todos vós, que lêem este meu cantinho, umas palavrinhas que, embora sejam um chavão, aplicam-se bem:
"25 de Abril, SEMPRE!"

4 comentários:

Peralta disse...

Aos que criticam o 25 do A. só há uma coisa a dizer "antes ter uma liberdade imperfeita do que liberdade nenhuma".

Nuno Revés disse...

E mai' nada, meu caro amigo!

As pessoas, infelizmente, têm uma memória muitíssimo curta... E outras, que nem viveram o passado, falam de barriga cheia!

Um abraço

Ursinho de peluche disse...

Infelizmente é mesmo assim, meu caro Nuno.

Nuno Revés disse...

Ah pois é, Vasquinho. Há pessoas que tendem a querer sempre aquilo que não têm, a achar que a "galinha da vizinha" é sempre melhor...

Enfim, são os pobres de espírito!